Cadeira Marcel Braço
Marca: Pollus
Marcel carrega no corpo o espírito provocador que inspira seu nome. Mas o gesto aqui não é de ruptura ruidosa, é de deslocamento delicado. Como Duchamp, que tirava os objetos do lugar comum para revelar novos sentidos, essa poltrona convida o olhar a reaprender o que é forma, apoio, presença. A estrutura parece moldada a partir de um raciocínio escultural. As linhas se curvam sem rigidez, os apoios se deslocam do centro, e os volumes estofados pairam sobre a base como se estivessem prestes a se desprender. É nesse estranhamento leve, quase silencioso, que a peça encontra sua identidade. Marcel não repete fórmulas. Prefere o desconforto bonito de quem desenha com intenção. E guarda, em cada encaixe, a memória de algo que a gente ainda não sabia que lembrava.